quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tire suas dúvidas sobre o Enem

Os alunos que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm até sexta-feira (23) para efetuar o pagamento do boleto. A taxa é de R$ 35. Alunos da rede pública que vão concluir o ensino médio neste ano, em qualquer modalidade, foram classificados como isentos automaticamente. As provas ocorrem em 6 e 7 de novembro.

Veja respostas das principais dúvidas sobre o Enem:



Como o Enem pode ser usado para a seleção em universidades?

Desde o ano passado, as universidades podem usar o exame como fase única, com o Sistema de Seleção Unificada (SiSU), como primeira fase do vestibular, combinado com o vestibular da instituição ou como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.


Como saber quais universidades usam o Enem?

Ainda não há uma lista completa de universidades que usarão o Enem, mas a maioria das universidades federais usará a nota. O MEC orienta o estudante a pesquisar nas universidades de interesse.


A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) usarão a nota do Enem?

Não. Neste ano, as duas universidades desistiram de usar a nota do exame, porque não seria possível usar o resultado para compor a primeira fase dos dois vestibulares. O mesmo ocorreu no ano passado, devido ao vazamento da prova.



Além do ingresso em universidades, para que pode ser usado o Enem?

Pessoas que não concluíram ou não cursaram o ensino médio podem fazer a prova para conseguir o certificado de conclusão. O Enem substituiu a prova do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) para os maiores de 18 anos que buscam o certificado. Para os não concluintes, a possibilidade já existia no ano passado, mas as regras para a certificação só foram estabelecidas pelo Inep em fevereiro de 2010. Já aqueles que não cursaram o ensino médio poderão participar do Enem pela primeira vez. Caso atinja a pontuação mínima exigida, que é de 400 pontos em cada uma das quatro áreas de conhecimento e 500 na redação, o candidato terá direito ao certificado.



Quem emite o certificado de conclusão do ensino médio?

A emissão do certificado é de competência das secretarias estaduais de educação. Os institutos federais de educação, ciência e tecnologia e os centros federais de educação tecnológica (Cefets) também podem fazer a certificação com base nos resultados do Enem. O candidato deve, no ato da inscrição, indicar a secretaria, instituto ou centro federal pelo qual pretende obter a certificação.


Como é a prova?

Tem 180 questões de múltipla escolha e uma redação. Neste ano, haverá pela primeira vez questões de língua estrangeira. O aluno deverá escolher entre inglês e espanhol. No primeiro dia de prova (6 de novembro), as provas serão de ciências da natureza e humanas, cada uma com 45 questões. No domingo (7 de novembro), os candidatos serão avaliados em matemática e linguagens, cada uma com 45 questões, e também terão de fazer uma redação.


Qual será o horário da prova?

No primeiro dia, o exame começará às 13h e acabará às 17h30. No segundo dia, o horário é das 13h às 18h30.


Quais as principais mudanças do Enem?

Até 2008, o Enem era uma prova clássica com 63 questões interdisciplinares, sem articulação direta com os conteúdos ministrados no ensino médio e sem a possibilidade de comparação das notas de um ano para outro. Desde o ano passado, o exame foi reformulado e aborda o currículo do ensino médio de modo interdisciplinar.


Quem vai elaborar o exame?

Os responsáveis pela elaboração serão o Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) e a Fundação Cesgranrio. Os dois fizeram a prova do ano passado, em caráter de urgência, após o vazamento da primeira prova, elaborada pelo consórcio Connasel.


Haverá esquema de segurança para evitar nos vazamentos?

Segundo o Inep, as Forças Armadas, as forças policiais federais e estaduais atuarão na segurança do exame. Os Correios ficarão responsáveis pela distribuição.


Quantos estudantes devem fazer o exame neste ano?

A expectativa para este ano é de 4,5 milhões de inscritos, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep).

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