Um grande bloco de gelo que teria se desprendido de um avião, caiu no telhado de uma casa na cidade de Chichester, na Grã-Bretanha. Assista ao vídeo.
Os donos da casa, Vince Foote e sua esposa, estavam dormindo quando o gelo rompeu o telhado da casa, fazendo um buraco de 60 cm, durante a madrugada.
O blocou foi parar no quarto de hóspedes do casal.
"Primeiro pensei que tivesse sido um trovão e me levantei para ver o que havia acontecido," disse Foote.
"Tentei abrir a porta do quarto de hóspedes e estava bloqueada."
"Quando a forcei e consegui abri-la, não consegui acreditar no que vi."
Um porta voz da agência de aviação civil britânica disse que um acúmulo de gelo normalmente ocorre na vedação dos dutos exteriores por onde água é bombada para dentro da aeronave.
Quando há vazamento, gelo começa a se formar em grandes altitudes, e continua a crescer até o avião descer e atingir temperaturas mais quentes.
O porta voz afirmou que é raro que esses pedaços de gelo caiam, normalmente, eles se dissipam na atmosfera.
Ele também disse que cerca de 30 incidentes do tipo acontecem a cada ano.
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Estuprador adolescente publica vídeo no Facebook e é capturado
Um vídeo publicado no site de relacionamentos Facebook para que seus colegas de turma o vissem permitiu às autoridades colombianas capturar um jovem de 16 anos que havia estuprado uma adolescente com problemas mentais, informou a polícia nesta quarta-feira (21).
O estupro, que foi filmado pelo jovem e publicado no Facebook, foi assistido na rede social pela mãe da jovem violentada de 15 anos, que denunciou o caso, disse o general Ricardo Restrepo, comandante da polícia do balneário de Cartagena (norte), a jornalistas.
"Este é o caso de um jovem de 16 anos que abusa de uma jovem de 15 anos, levando em conta que ela aparentemente tem problemas de atraso mental, abusa dela, a filma neste tipo de abuso sexual e entrega esta filmagem a seus colegas de colégio", relatou Restrepo.
Por ser menor de 18 anos, o estuprador foi colocado à disposição de um juizado de menores, acusado dos crimes de abuso sexual e pornografia.
O estupro, que foi filmado pelo jovem e publicado no Facebook, foi assistido na rede social pela mãe da jovem violentada de 15 anos, que denunciou o caso, disse o general Ricardo Restrepo, comandante da polícia do balneário de Cartagena (norte), a jornalistas.
"Este é o caso de um jovem de 16 anos que abusa de uma jovem de 15 anos, levando em conta que ela aparentemente tem problemas de atraso mental, abusa dela, a filma neste tipo de abuso sexual e entrega esta filmagem a seus colegas de colégio", relatou Restrepo.
Por ser menor de 18 anos, o estuprador foi colocado à disposição de um juizado de menores, acusado dos crimes de abuso sexual e pornografia.
Apresentadora de TV é internada após engasgar com mosquito em Taiwan
Uma apresentadora de televisão taiuanesa foi hospitalizada depois de engasgar com um mosquito que entrou em sua boca quando apresentava ao vivo um jornal, segundo o diário local "The China Post".
O mosquito entrou na traqueia da apresentadora Huang Ching. Com isso, ela teve uma crise de tosse, de acordo com o jornal.
A rede de TV "CTI" teve que colocar um anúncio enquanto buscava um substituto para Huang no programa, e a apresentadora foi levada a um hospital próximo.
"Nunca tinha pensado que um mosquito podia causar isto. Me fez passar por momentos muito ruins", assinalou Huang, após se recuperar no hospital.
O mosquito entrou na traqueia da apresentadora Huang Ching. Com isso, ela teve uma crise de tosse, de acordo com o jornal.
A rede de TV "CTI" teve que colocar um anúncio enquanto buscava um substituto para Huang no programa, e a apresentadora foi levada a um hospital próximo.
"Nunca tinha pensado que um mosquito podia causar isto. Me fez passar por momentos muito ruins", assinalou Huang, após se recuperar no hospital.
Adolescente troca celular por Porsche conversível em site de anúncios
Um adolescente americano conseguiu a façanha de trocar seu telefone celular por um Porsche conversível através de um site de anúncios.
Steven Ortiz, 17, de Glendora, na Califórnia, fez pelo menos 14 trocas, começando com um celular velho, passando por uma série de bicicletas, um iPod, um MacBook, um carrinho de golfe, diversas motocicletas e carros e, enfim, o Porsche Boxster S modelo 2000 que ele usa diariamente para ir à escola.
"Tantas pessoas me dizem 'você pode trocar meu telefone por um carro?'. Eu simplesmente respondo, 'Bem, não é fácil'", disse o adolescente ao jornal local "Pasadena Star-News"
"Qualquer um pode conseguir, contanto que coloque esse objetivo na cabeça. Tudo que você precisa é cabeça e paciência. Não pode desistir", ensinou, em entrevista à rede de TV KTLA.
O jovem contou que começou a fazer trocas quando tinha 15 anos de idade e queria uma bicicleta. Entrou no site de anúncios Craiglist e realizou seu desejo.
"Quando consegui minha bicicleta, pensei, 'Que mais posso conseguir?'", disse.
Ao longo de dois anos, ele foi encontrando pessoas que desejavam se livrar de determinados pertences ainda que trocando-os por algo menos valioso. Entre os carros que obteve, estava um 4 x 4 Toyota 4Runner.
Na penúltima troca, Steven conseguiu um Ford Bronco 1975 - um item de colecionador estimado em US$ 15 mil nos Estados Unidos.
O Porsche, que ele escolheu entre diversas outras ofertas de trocas - inclusive uma loja de chaves -, foi na verdade uma perda financeira: o carro vale US$ 9 mil.
Apesar da fama imediata e do apelido de "mestre do escambo" que recebeu da imprensa local, Steven afirma que já está pensando em trocar o Porsche. Diz que os custos de manutenção são muitos altos para um garoto de 17 anos.
O próximo objetivo do jovem, que pretende estudar Direito ou Economia na universidade, pode ser um Cadillac Escalade, o utilitário-esportivo de luxo da GM, e quem sabe, no futuro, até a primeira casa própria.
Steven Ortiz, 17, de Glendora, na Califórnia, fez pelo menos 14 trocas, começando com um celular velho, passando por uma série de bicicletas, um iPod, um MacBook, um carrinho de golfe, diversas motocicletas e carros e, enfim, o Porsche Boxster S modelo 2000 que ele usa diariamente para ir à escola.
"Tantas pessoas me dizem 'você pode trocar meu telefone por um carro?'. Eu simplesmente respondo, 'Bem, não é fácil'", disse o adolescente ao jornal local "Pasadena Star-News"
"Qualquer um pode conseguir, contanto que coloque esse objetivo na cabeça. Tudo que você precisa é cabeça e paciência. Não pode desistir", ensinou, em entrevista à rede de TV KTLA.
O jovem contou que começou a fazer trocas quando tinha 15 anos de idade e queria uma bicicleta. Entrou no site de anúncios Craiglist e realizou seu desejo.
"Quando consegui minha bicicleta, pensei, 'Que mais posso conseguir?'", disse.
Ao longo de dois anos, ele foi encontrando pessoas que desejavam se livrar de determinados pertences ainda que trocando-os por algo menos valioso. Entre os carros que obteve, estava um 4 x 4 Toyota 4Runner.
Na penúltima troca, Steven conseguiu um Ford Bronco 1975 - um item de colecionador estimado em US$ 15 mil nos Estados Unidos.
O Porsche, que ele escolheu entre diversas outras ofertas de trocas - inclusive uma loja de chaves -, foi na verdade uma perda financeira: o carro vale US$ 9 mil.
Apesar da fama imediata e do apelido de "mestre do escambo" que recebeu da imprensa local, Steven afirma que já está pensando em trocar o Porsche. Diz que os custos de manutenção são muitos altos para um garoto de 17 anos.
O próximo objetivo do jovem, que pretende estudar Direito ou Economia na universidade, pode ser um Cadillac Escalade, o utilitário-esportivo de luxo da GM, e quem sabe, no futuro, até a primeira casa própria.
Deputado alemão quer que obesos paguem imposto
Os gordos deveriam pagar um imposto para compensar os gastos de saúde resultantes de sua excessiva carga corporal, afirmou um deputado alemão em entrevista publicada nesta quinta-feira (22).
"É preciso discutir se os imensos custos resultantes, por exemplo, de uma alimentação excessiva devem ser assumidos a longo prazo pelo sistema de saúde", afirmou ao jornal 'Bild' o deputado Marco Wanderwitz, do Partido Cristão-Democrata (CDU), da chanceler Angela Merkel.
"Eu considerado razoável que quem tem voluntariamente uma vida pouco saudável deve assumir a responsabilidade financeira da mesma", acrescentou Wanderwitz, de 34 anos e dirigente das juventudes cristão-democratas.
"É preciso discutir se os imensos custos resultantes, por exemplo, de uma alimentação excessiva devem ser assumidos a longo prazo pelo sistema de saúde", afirmou ao jornal 'Bild' o deputado Marco Wanderwitz, do Partido Cristão-Democrata (CDU), da chanceler Angela Merkel.
"Eu considerado razoável que quem tem voluntariamente uma vida pouco saudável deve assumir a responsabilidade financeira da mesma", acrescentou Wanderwitz, de 34 anos e dirigente das juventudes cristão-democratas.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Cidade da Califórnia pode liberar completamente o plantio de maconha
A cidade norte-americana de Oakland, na Califórnia, pode ser a primeira do país a autorizar completamente o cultivo de maconha. O conselho da cidade aprovou por 5 votos a 2, com uma abstenção, um plano que licencia plantações de marijuana, onde a erva seria também processada e embalada.
Os parlamentares contrários às medidas disseram que ela iria "quebrar" os produtores de maconha medicinal. Os favoráveis argumentaram que ela geraria milhões de dólares à cidade em impostos, movimentaria o comércio e criaria centenas de empregos.
As plantações tão teriam limitação, mas seriam pesadamente taxadas e reguladas.
Uma licença custaria US$ 211 mil anuais, e mais 8% de impostos sobre as vendas seriam cobrados.
Os defensores da medida também disseram que há a possibilidade de Oakland se tornar a capital nacional da maconha, especialmente se os eleitores do estado da Califórnia aprovarem, em novembro, o uso recreacional da substância.
Jeff Wilcox, negociante local, disse ser contra por temer que a cidade vire o "vale do silício" da maconha.
A conselheira Nancy Nadel se disse preocupada com a qualidade do produto e com as questões ambientais envolvidas.
A medida ainda deve ser votada mais uma vez, mas a expectativa é de que seja aprovada.
Os parlamentares contrários às medidas disseram que ela iria "quebrar" os produtores de maconha medicinal. Os favoráveis argumentaram que ela geraria milhões de dólares à cidade em impostos, movimentaria o comércio e criaria centenas de empregos.
As plantações tão teriam limitação, mas seriam pesadamente taxadas e reguladas.
Uma licença custaria US$ 211 mil anuais, e mais 8% de impostos sobre as vendas seriam cobrados.
Os defensores da medida também disseram que há a possibilidade de Oakland se tornar a capital nacional da maconha, especialmente se os eleitores do estado da Califórnia aprovarem, em novembro, o uso recreacional da substância.
Jeff Wilcox, negociante local, disse ser contra por temer que a cidade vire o "vale do silício" da maconha.
A conselheira Nancy Nadel se disse preocupada com a qualidade do produto e com as questões ambientais envolvidas.
A medida ainda deve ser votada mais uma vez, mas a expectativa é de que seja aprovada.
Lésbica impedida de levar parceira a baile escolar terá R$ 62 mil nos EUA
Um distrito escolar acusado de preferir cancelar seu baile de formatura a permitir que uma aluna lésbica levasse sua parceira como par aceitou um acordo para pagar US$ 35 mil (quase R$ 62 mil) à adolescente e, assim, encerrar a questão judicial no estado americano do Mississippi.
O distrito escolar tambem concordou em pagar as taxas de advogados e adotar uma política de não-discriminação, como parte do acordo -mas argumentou que a política já está em vigor.
Constance McMillen, de 18 anos, disse que venceu a briga, mas foi criticada na pequena cidade de Fulton. Ela disse que foi adiante por acreditar que sua atitude vai mudar as coisas no futuro.
O incidente ocorreu em março, quando Constance desafiou as regras do distrito escolar do condado de Itawamba que proíbe alunos de levarem ao baile pares do mesmo gênero. Também havia proibição de que ela usasse um terno, como queria.
O distrito cancelou o baile, e ela recorreu. O juiz distrital Glen H. Davidson recusou-se a obrigar o distrito a fazer o baile, mas decidiu em 23 de março que os direitos de Constance haviam sido violados.
Mais tarde, o distrito disse que haveria outro baile, mas os advogados de uma entidade pró-direitos gays disseram que o evento era discriminatório. A escola negou.
Constance também disse que sofreu assédio moral, o que a escola também negou.
O distrito escolar tambem concordou em pagar as taxas de advogados e adotar uma política de não-discriminação, como parte do acordo -mas argumentou que a política já está em vigor.
Constance McMillen, de 18 anos, disse que venceu a briga, mas foi criticada na pequena cidade de Fulton. Ela disse que foi adiante por acreditar que sua atitude vai mudar as coisas no futuro.
O incidente ocorreu em março, quando Constance desafiou as regras do distrito escolar do condado de Itawamba que proíbe alunos de levarem ao baile pares do mesmo gênero. Também havia proibição de que ela usasse um terno, como queria.
O distrito cancelou o baile, e ela recorreu. O juiz distrital Glen H. Davidson recusou-se a obrigar o distrito a fazer o baile, mas decidiu em 23 de março que os direitos de Constance haviam sido violados.
Mais tarde, o distrito disse que haveria outro baile, mas os advogados de uma entidade pró-direitos gays disseram que o evento era discriminatório. A escola negou.
Constance também disse que sofreu assédio moral, o que a escola também negou.
Britânico paralítico busca na Justiça o direito de morrer
Um britânico que não consegue falar e ficou paralisado do pescoço para baixo depois de sofrer um derrame está lutando na Justiça pelo direito de morrer.
Tony Nicklinson, de 56 anos, deu entrada em um processo legal, pedindo ao diretor da promotoria pública que esclareça a lei sobre a chamada morte digna, quando um homicídio é cometido por motivos de compaixão, a pedido da vítima.
Nicklinson, de Chippenham, Wiltshire, quer que sua mulher seja autorizada a ajudá-lo a morrer sem o risco de ser processada por assassinato. Ele se comunica piscando, ou apontando para letras em um quadro, com a cabeça.
Seus advogados afirmam que ele está "de saco cheio da vida" e não deseja passar os próximos 20 anos nas mesmas condições.
Segundo sua equipe de advogados, sua única forma legal de alcançar a morte é por inanição - recusando comida e bebida. Sua mulher, Jane, disse que está preparada para ministrar uma dose letal de remédios, mas isso a deixaria vulnerável a um processo por assassinato.
Os advogados da família entraram com um pedido legal para que a promotoria esclareça se vai processar Jane, caso ela ajude o marido a morrer.
Caso a resposta confirme o processo, os advogados deverão argumentar que a lei atual viola o direito à privacidade de Tony Nicklinson, segundo o artigo 8º da Convenção Européia de Direitos Humanos.
"Ele quer poder acabar com a própria vida no momento em que decidir", disse ela à BBC.
"Ele quer apenas os mesmos direitos que qualquer um. Eu ou você podemos cometer suicídio, ele não. Esse direito foi retirado dele no dia em que ele sofreu o derrame.
Em um depoimento de testemunha, Nicklinson declarou: "Sou um homem de 56 anos de idade que sofreu um derrame catastrófico em junho de 2005, durante uma viagem de negócios a Atenas, Grécia".
"Fiquei paralisado do pescoço para baixo, sem poder falar. Preciso de ajuda em quase todos os aspectos da minha vida."
"Não posso me coçar. Não posso assoar o nariz se ele estiver entupido e só posso comer quando me alimentam como a um bebê. Mas, ao contrário de um bebê, eu não vou evoluir."
"Não me resta privacidade ou dignidade. Sou lavado, vestido e colocado na cama por enfermeiros que são, apesar de tudo, estranhos."
"Estou de saco cheio da minha vida e não quero passar os próximos 20 anos, ou o que seja, assim. Sou grato pelos médicos que salvaram minha vida em Atenas? Não, não sou."
"Se pudesse voltar no tempo, e soubesse o que sei agora, não teria chamado a ambulância e teria deixado que a natureza seguisse seu curso."
Tony Nicklinson, de 56 anos, deu entrada em um processo legal, pedindo ao diretor da promotoria pública que esclareça a lei sobre a chamada morte digna, quando um homicídio é cometido por motivos de compaixão, a pedido da vítima.
Nicklinson, de Chippenham, Wiltshire, quer que sua mulher seja autorizada a ajudá-lo a morrer sem o risco de ser processada por assassinato. Ele se comunica piscando, ou apontando para letras em um quadro, com a cabeça.
Seus advogados afirmam que ele está "de saco cheio da vida" e não deseja passar os próximos 20 anos nas mesmas condições.
Segundo sua equipe de advogados, sua única forma legal de alcançar a morte é por inanição - recusando comida e bebida. Sua mulher, Jane, disse que está preparada para ministrar uma dose letal de remédios, mas isso a deixaria vulnerável a um processo por assassinato.
Os advogados da família entraram com um pedido legal para que a promotoria esclareça se vai processar Jane, caso ela ajude o marido a morrer.
Caso a resposta confirme o processo, os advogados deverão argumentar que a lei atual viola o direito à privacidade de Tony Nicklinson, segundo o artigo 8º da Convenção Européia de Direitos Humanos.
"Ele quer poder acabar com a própria vida no momento em que decidir", disse ela à BBC.
"Ele quer apenas os mesmos direitos que qualquer um. Eu ou você podemos cometer suicídio, ele não. Esse direito foi retirado dele no dia em que ele sofreu o derrame.
Em um depoimento de testemunha, Nicklinson declarou: "Sou um homem de 56 anos de idade que sofreu um derrame catastrófico em junho de 2005, durante uma viagem de negócios a Atenas, Grécia".
"Fiquei paralisado do pescoço para baixo, sem poder falar. Preciso de ajuda em quase todos os aspectos da minha vida."
"Não posso me coçar. Não posso assoar o nariz se ele estiver entupido e só posso comer quando me alimentam como a um bebê. Mas, ao contrário de um bebê, eu não vou evoluir."
"Não me resta privacidade ou dignidade. Sou lavado, vestido e colocado na cama por enfermeiros que são, apesar de tudo, estranhos."
"Estou de saco cheio da minha vida e não quero passar os próximos 20 anos, ou o que seja, assim. Sou grato pelos médicos que salvaram minha vida em Atenas? Não, não sou."
"Se pudesse voltar no tempo, e soubesse o que sei agora, não teria chamado a ambulância e teria deixado que a natureza seguisse seu curso."
terça-feira, 29 de junho de 2010
Menina de três anos escapa de ataque de filhote de tigre na Indonésia
A menina Angelica Rosa Natalie recupera-se em hospital em Malang, em Java Oriental, na Indonésia, nesta terça-feira (29). A garota de três anos foi atacada na véspera por um filhote de tigre-de-Bengala quando visitava com a família um zoológico-safári na província de Pasuruan.
Ela teve ferimentos graves na cabeça, no peito e na bochecha, mas se recupera bem. O tigre Oni, de dez meses, estava seguro por uma coleira e era acompanhado por dois tratadores na hora. Logo depois que ele avançou sobre a criança, os tratadores conseguiram contê-lo pela coleira. Segundo o responsável pelo zoo, o animal não costuma agir assim.
Ela teve ferimentos graves na cabeça, no peito e na bochecha, mas se recupera bem. O tigre Oni, de dez meses, estava seguro por uma coleira e era acompanhado por dois tratadores na hora. Logo depois que ele avançou sobre a criança, os tratadores conseguiram contê-lo pela coleira. Segundo o responsável pelo zoo, o animal não costuma agir assim.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Preso que comeu pulmão de colega é condenado a 30 anos de prisão
A Justiça da França condenou a 30 anos de prisão um homem que matou seu companheiro de cela e comeu partes de seu corpo.
Nicolas Cocaign, o 'canibal de Rouen', admitiu ter espancado e esfaqueado Thierry Baudry e depois asfixiá-lo com um saco plástico em uma prisão na capital da Normandia em 2007.
A briga teria sido motivada por uma discussão sobre o estado do banheiro da cela.
O canibal, que cumpria sentença por estupro na época do incidente, foi condenado por assassinato acompanhado de atos de tortura e brutalidade.
No processo de quatro dias, a Justiça recebeu detalhes de como Cocaign abriu o peito de seu companheiro de cela utilizando uma lâmina de barbear e cortou o que pensou ser seu coração.
Na verdade, Cocaign extraiu o pulmão de Baudry, que comeu em parte cru, em parte fritado com cebolas em um fogão portátil.
Em favor do réu, a defesa havia alegado problemas mentais.
"Cocaign matou Baudry porque ele é insano, totalmente insano", sustentou o advogado Fabien Picchiottino.
O réu disse à Justiça que as autoridades penitenciárias ignoraram repetidamente seus pedidos de ajuda psicológica.
"Ninguém me ouvia. Apelei diversas vezes por ajuda, dizendo que era um homem potencialmente perigoso. Eu tomei medidas, mas eles não me levaram a sério", afirmou Cocaign.
Durante o julgamento, ele pediu perdão à mãe e às irmãs de Baudry.
A acusação rejeitou as alegações de insanidade.
"Um homem que mergulha em horrores não é necessariamente afligido pela loucura", afirmou a advogada da acusação, Elizabeth Pelsez.
Nicolas Cocaign, o 'canibal de Rouen', admitiu ter espancado e esfaqueado Thierry Baudry e depois asfixiá-lo com um saco plástico em uma prisão na capital da Normandia em 2007.
A briga teria sido motivada por uma discussão sobre o estado do banheiro da cela.
O canibal, que cumpria sentença por estupro na época do incidente, foi condenado por assassinato acompanhado de atos de tortura e brutalidade.
No processo de quatro dias, a Justiça recebeu detalhes de como Cocaign abriu o peito de seu companheiro de cela utilizando uma lâmina de barbear e cortou o que pensou ser seu coração.
Na verdade, Cocaign extraiu o pulmão de Baudry, que comeu em parte cru, em parte fritado com cebolas em um fogão portátil.
Em favor do réu, a defesa havia alegado problemas mentais.
"Cocaign matou Baudry porque ele é insano, totalmente insano", sustentou o advogado Fabien Picchiottino.
O réu disse à Justiça que as autoridades penitenciárias ignoraram repetidamente seus pedidos de ajuda psicológica.
"Ninguém me ouvia. Apelei diversas vezes por ajuda, dizendo que era um homem potencialmente perigoso. Eu tomei medidas, mas eles não me levaram a sério", afirmou Cocaign.
Durante o julgamento, ele pediu perdão à mãe e às irmãs de Baudry.
A acusação rejeitou as alegações de insanidade.
"Um homem que mergulha em horrores não é necessariamente afligido pela loucura", afirmou a advogada da acusação, Elizabeth Pelsez.
Casal é preso acusado de tentar vender bebê por US$ 25 em mercado
A polícia de Salinas, na Califórnia, prendeu um homem acusado de oferecer sua filha de seis meses à venda por US$ 25 (cerca de R$ 45) no estacionamento de um supermercado, informa nesta sexta-feira a mídia americana.
Patrick Fousek, 28, foi abordado pelos policiais quando oferecia a menina a duas mulheres no estacionamento de um Walmart na terça-feira, informou a polícia local.
Uma reportagem da TV local KSBW na noite da quinta-feira disse que Fousek abordou duas mulheres pedindo para usar um telefone celular.
O grupo iniciou uma conversa e, poucos minutos depois, o homem ofereceu a sua filha à venda. De acordo com a polícia, as mulheres não souberam a princípio se se tratava de uma brincadeira.
Diante da insistência de Fousek, elas decidiram chamar a polícia.
A polícia fez uma busca no apartamento de Fousek e prendeu-o junto com a esposa, Samantha Tomasini, 20. Ambos estavam sob efeito de anfetaminas, segundo a polícia, e foram acusados de tentar abandonar a criança e colá-la em perigo.
Segundo a rede de TV Fox News, Fousek estava em liberdade condicional.
Na quinta-feira, um irmão de Fousek disse à KSBW que havia sido o autor da tentativa de vender a criança e que tudo não passava de brincadeira.
O casal continua preso e a criança foi levada para ficar sob os cuidados dos serviços de proteção à infância.
Patrick Fousek, 28, foi abordado pelos policiais quando oferecia a menina a duas mulheres no estacionamento de um Walmart na terça-feira, informou a polícia local.
Uma reportagem da TV local KSBW na noite da quinta-feira disse que Fousek abordou duas mulheres pedindo para usar um telefone celular.
O grupo iniciou uma conversa e, poucos minutos depois, o homem ofereceu a sua filha à venda. De acordo com a polícia, as mulheres não souberam a princípio se se tratava de uma brincadeira.
Diante da insistência de Fousek, elas decidiram chamar a polícia.
A polícia fez uma busca no apartamento de Fousek e prendeu-o junto com a esposa, Samantha Tomasini, 20. Ambos estavam sob efeito de anfetaminas, segundo a polícia, e foram acusados de tentar abandonar a criança e colá-la em perigo.
Segundo a rede de TV Fox News, Fousek estava em liberdade condicional.
Na quinta-feira, um irmão de Fousek disse à KSBW que havia sido o autor da tentativa de vender a criança e que tudo não passava de brincadeira.
O casal continua preso e a criança foi levada para ficar sob os cuidados dos serviços de proteção à infância.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Adolescente inglês é condenado por assassinato após briga no Facebook
Um adolescente de 16 anos foi condenado a 14 de prisão na Inglaterra pela morte de um amigo depois de uma briga no Facebook.
De acordo com os jornais britânicos, o garoto matou Salum Kombo (foto) a facadas no fim do ano passado, depois de ter sido insultado por ele em uma mensagem na rede social.
A sentença foi lida pelo juiz Nicholas Loraine-Smith, de Londres, nesta terça-feira (22). "Não houve nada de corajoso no que você fez. Foi simplesmente um ato de covardia", disse o magistrado ao rapaz.
O tribunal ouviu que, na noite do crime, o assassino havia saído com os amigos, que tentaram acalmá-lo quando ele ficou bravo e começou a falar sobre agredir Kombo. Quando o jovem apareceu, os dois saíram do estabelecimento onde estavam para conversar. Foi então que o adolescente puxou uma faca e esfaqueou Kombo na parte superior do tórax.
O adolescente admitiu que esfaqueou o rapaz, mas afirmou que agiu em legítima defesa. O júri não aceitou a explicação e o considerou culpado pelo crime.
De acordo com os jornais britânicos, o garoto matou Salum Kombo (foto) a facadas no fim do ano passado, depois de ter sido insultado por ele em uma mensagem na rede social.
A sentença foi lida pelo juiz Nicholas Loraine-Smith, de Londres, nesta terça-feira (22). "Não houve nada de corajoso no que você fez. Foi simplesmente um ato de covardia", disse o magistrado ao rapaz.
O tribunal ouviu que, na noite do crime, o assassino havia saído com os amigos, que tentaram acalmá-lo quando ele ficou bravo e começou a falar sobre agredir Kombo. Quando o jovem apareceu, os dois saíram do estabelecimento onde estavam para conversar. Foi então que o adolescente puxou uma faca e esfaqueou Kombo na parte superior do tórax.
O adolescente admitiu que esfaqueou o rapaz, mas afirmou que agiu em legítima defesa. O júri não aceitou a explicação e o considerou culpado pelo crime.
Passageiro de 200 kg é retirado de voo por ocupar espaço demais
Um britânico que pesa mais de 200 quilos foi tirado de um voo transatlântico por ocupar todo o espaço do seu próprio assento e mais de um terço da poltrona ao lado.
Sandy Russell estava a bordo de um avião da empresa Air Transat para visitar uma tia doente no Canadá, quando uma aeromoça chamou-o para fora da aeronave e pediu que ele comprasse dois assentos no próximo voo disponível.
Um porta-voz da empresa aérea justificou a decisão afirmando que o avião estava lotado e que a largura de Russell não permitia que fosse abaixado o apoio para o braço que separava a sua poltrona da do lado.
Russell disse que se sentiu como "um terrorista" e acabou não viajando para ver a parenta, que morreu dois dias depois do incidente.
Ao entrar no avião, segundo ele, a aeromoça ainda tentou procurar uma poltrona extra para acomodá-lo.
"Quando ela voltou, me disse para segui-la, e eu peguei minha bagagem de mão. Ela me levou para fora da aeronave e me disse, basicamente, que eu não poderia seguir naquele voo porque era largo demais e que era injusto alguém pagar um assento ao meu lado e não ter uma poltrona inteira", afirmou.
"Me senti um criminoso, um terrorista. A emoção foi demais e eu não me contive."
O britânico diz que "nunca, nunca" teve "qualquer problema com companhias aéreas" até o incidente, e acusa a Air Transat de não prevenir os passageiros sobre a possibilidade de tamanho constrangimento.
Sandy Russell estava a bordo de um avião da empresa Air Transat para visitar uma tia doente no Canadá, quando uma aeromoça chamou-o para fora da aeronave e pediu que ele comprasse dois assentos no próximo voo disponível.
Um porta-voz da empresa aérea justificou a decisão afirmando que o avião estava lotado e que a largura de Russell não permitia que fosse abaixado o apoio para o braço que separava a sua poltrona da do lado.
Russell disse que se sentiu como "um terrorista" e acabou não viajando para ver a parenta, que morreu dois dias depois do incidente.
Ao entrar no avião, segundo ele, a aeromoça ainda tentou procurar uma poltrona extra para acomodá-lo.
"Quando ela voltou, me disse para segui-la, e eu peguei minha bagagem de mão. Ela me levou para fora da aeronave e me disse, basicamente, que eu não poderia seguir naquele voo porque era largo demais e que era injusto alguém pagar um assento ao meu lado e não ter uma poltrona inteira", afirmou.
"Me senti um criminoso, um terrorista. A emoção foi demais e eu não me contive."
O britânico diz que "nunca, nunca" teve "qualquer problema com companhias aéreas" até o incidente, e acusa a Air Transat de não prevenir os passageiros sobre a possibilidade de tamanho constrangimento.
Pobreza não impede Ruanda de universalizar planos de saúde
A maternidade do centro de saúde do distrito de Mayange não é nada pomposa.
Não tem água corrente e a sala de parto não passa de dois bancos acolchoados com estribos.
Mas a tinta azul nas paredes é razoavelmente fresca, e as camas da sala de trabalho de parto possuem mosquiteiros.
No interior, três gerações da família Yankulije relaxam em uma cama: Rachel, de 53 anos, sua filha Chantal Mujawimana, de 22, e o bebê de Chantal, ainda novo demais para ter nome.
O pequeno príncipe é o primeiro de sua linhagem a nascer numa clínica, e não num chão de terra batida. Mas ele não é o primeiro com plano de saúde. Sua mãe e sua avó possuem um, o que explica o fato de ele ter nascido aqui.
Ruanda já tem um seguro-saúde nacional há 11 anos; 92% das pessoas do país estão cobertas, e as taxas são de dois dólares por ano.
Sunny Ntayomba, escritor editorial para o “New Times”, um jornal da capital, Kigali, está ciente do paradoxo: seu país, um dos mais pobres do mundo, proporciona seguro a mais de seus cidadãos do que os países mais ricos.
Ele conheceu uma estudante universitária norte-americana de passagem no ano passado, e achou “um absurdo, ridículo que eu tenha seguro-saúde e ela não”, explicou ele, acrescentando: “E se ela ficasse doente, seus pais poderiam ir à falência. O mais triste foi a forma com que ela encolheu os ombros e simplesmente disse esperar não ficar doente”.
A cobertura de Ruanda não é mais pomposa que a maternidade em Mayange. Mas ela cobre o básico. As causas de morte mais comuns – diarreia, pneumonia, malária, subnutrição, cortes infeccionados – são tratadas.
Os centros de saúde locais geralmente possuem todos os medicamentos da lista oficial de remédios essenciais da Organização Mundial de Saúde (quase todos são cópias genéricas de remédios de marca), além de laboratórios aptos a realizar análises rotineiras de sangue e urina, junto a exames de tuberculose e malária.
Rachel Mujawimana deu à luz com uma enfermeira presente, aumentando amplamente as chances de sobrevivência para ela e seu bebê. Caso houvesse complicações, ela poderia ser levada de ambulância a um hospital do distrito com um médico.
“Antigamente, vínhamos aqui apenas quando a mãe tinha problemas”, disse sua mãe. “Hoje, o funcionário de saúde da vila ordena que você não tenha seu filho em casa”.
Desde que foi criado o seguro, conhecido como saúde compartilhada, a expectativa média de vida subiu de 48 para 52 anos, apesar da contínua epidemia de Aids, segundo a Dra. Agnes Binagwaho, secretária permanente do Ministério da Saúde de Ruanda. As mortes no parto e por malária decaíram agudamente, ela acrescentou.
Obviamente, muitas coisas que são rotineiras nos Estados Unidos, como exames de ressonância magnética e diálises, basicamente não são disponibilizadas. Câncer, derrames e ataques cardíacos muitas vezes são uma sentença de morte. O país todo, com uma população de 9,7 milhões, possui um neurocirurgião e três cardiologistas. Em comparação, a cidade de Nova York tem 8 milhões de pessoas; num torneio nacional de beisebol para neurocirurgiões no Central Park, há 10 dias, os hospitais locais conseguiram reunir cinco equipes.
Em outra comparação com os EUA, a obesidade e suas complicações médicas são quase um assunto proibido. Visitantes em Ruanda ficam rapidamente estarrecidos com a magreza da população nas ruas. E isso não ocorre necessariamente por subnutrição; mesmo o presidente, Paul Kagame, um incomparável asceta, é espectral.
Cirurgias gerais são realizadas, mas a espera pode chegar a semanas. Alguns pacientes sortudos, que precisam de cirurgias avançadas, podem ser tratados por equipes de médicos visitantes dos Estados Unidos, Cuba, Austrália ou qualquer outro lugar, mas esses médicos nem sempre estão por perto. Ocasionalmente, o Ministério da Saúde paga a ida de algum paciente até o Quênia, a África do Sul ou até a Índia, para tratamento.
Com um racionamento tão completo, como pode um país oferecer tanto por apenas 2 dólares anuais?
A resposta é: não pode. Não sem ajuda externa.
A Partners in Health, uma organização de caridade de Boston que administra dois hospitais rurais e uma rede de clínicas menores em Ruanda, declarou que seus próprios custos foram de US$ 28 anuais por pessoa, nas áreas que atua. Eles estimam que o atendimento governamental, ainda mais simples, custe entre 10 e 20 dólares.
De acordo com um estudo recentemente publicado na “Tropical Medicine & International Health”, os gastos totais de saúde em Ruanda atingem cerca de US$ 307 milhões por ano, e cerca de 53% desse valor vem de doadores estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos. Um grande doador é o Fundo Global Contra a Aids, Tuberculose e Malária, que vem experimentando formas de apoiar sistemas completos de saúde – em vez de simplesmente tratar as três doenças em seu nome. O fundo paga as mensalidades para 800 mil ruandeses oficialmente classificados “pobres entre os pobres”.
Num país de agricultores pobres, os oficialmente pobres são decididos por conselhos da vila. Eles consideram bens como terras, cabras, bicicletas e rádios, e determinam se uma cabana possui um telhado de lata ou apenas palha.
“As pessoas conhecem os vizinhos por aqui”, disse Felicien Rwagasore, coordenadora de pacientes na clínica Mayange. “Eles não cometem erros”.
Fazer todo ruandês pagar algo faz parte do ambicioso plano de Kagame, de levar seu povo numa direção de maior autoconfiança e, com sorte, maior prosperidade. O país foi chamado de “Cingapura africana”. Aqui, as ruas são limpas e há poucos crimes, e todo mês as pessoas fazem um dia de serviço comunitário, como plantar árvores. A iniciativa privada é estimulada, e Kagame tem sido incansável em punir autoridades corruptas. Em nome de conter observações que possam reviver o ódio que causou o genocídio de 1994, seus críticos dizem, ele também suprime as dissidências políticas normais.
Um obstáculo mais prático para criar um sistema de seguro-saúde, entretanto, é que a maior parte dos pobres do mundo, inclusive os de Ruanda, resiste à impensável ideia de pagar antecipadamente por algo de que podem nunca usufruir.
“Se o povo paga os US$ 2 e não fica doente o ano todo, eles algumas vezes querem seu dinheiro de volta”, disse Anja Fischer, conselheira do ministério da saúde do GTZ, a agência humanitária semi-independente do governo alemão.
Os pagamentos cooperados (quando o paciente paga uma parte de cada tratamento) também podem ser devastadores. Até mesmo cinco dólares por uma cesariana pode ser caro demais para um povo tão miserável quanto Yankulijes, que vivem plantando feijões e batatas doces, e usam roupas norte-americanas de segunda-mão (a camiseta de Yankulije dizia “Wolverines Football”).
Muitos vivem do escambo e não conseguiriam reunir 2 dólares em moedas, disse o Dr. Damas Dukundane, que trabalha numa área pobre rural. Como o governo só aceita dinheiro, disse ele, seus pacientes algumas vezes vão a curandeiros tradicionais – que podem ser charlatões perigosos, mas aceitam cabras ou galinhas.
Como resultado de todos esses fatores, Ruanda é uma colagem de pequenas clínicas, algumas mais ricas ou mais bem administradas que outras. A de Mayange, por exemplo, recebe doações e diretrizes do Projeto Access, fundado por Josh N. Ruxin, professor de saúde pública de Columbia que não mora em Kigali.
Por exemplo, o computador que imprime os cartões de seguros possui uma webcam. Anteriormente, segundo Ruxin, para seguros custando US$ 2, os aldeões tinham de trazer fotografias que haviam lhes custado um dólar ou mais.
Um claro exemplo de como o sistema sobrecarrega os pobres, segundo ele, é o fato de que os ruandeses mais ricos pagam os mesmos US$ 2 que os pobres rurais.
“É um absurdo que minha mãe pague o mesmo que a mulher que limpa sua casa”, afirmou Binagwaho. “Essa lei está sendo alterada”.
Ainda assim, segundo Binagwaho, Ruanda pode oferecer aos Estados Unidos uma lição sobre seguro-saúde: “Solidariedade – não é possível se sentir feliz como sociedade se você não se organizar de maneira que o povo não morra de pobreza”.
Não tem água corrente e a sala de parto não passa de dois bancos acolchoados com estribos.
Mas a tinta azul nas paredes é razoavelmente fresca, e as camas da sala de trabalho de parto possuem mosquiteiros.
No interior, três gerações da família Yankulije relaxam em uma cama: Rachel, de 53 anos, sua filha Chantal Mujawimana, de 22, e o bebê de Chantal, ainda novo demais para ter nome.
O pequeno príncipe é o primeiro de sua linhagem a nascer numa clínica, e não num chão de terra batida. Mas ele não é o primeiro com plano de saúde. Sua mãe e sua avó possuem um, o que explica o fato de ele ter nascido aqui.
Ruanda já tem um seguro-saúde nacional há 11 anos; 92% das pessoas do país estão cobertas, e as taxas são de dois dólares por ano.
Sunny Ntayomba, escritor editorial para o “New Times”, um jornal da capital, Kigali, está ciente do paradoxo: seu país, um dos mais pobres do mundo, proporciona seguro a mais de seus cidadãos do que os países mais ricos.
Ele conheceu uma estudante universitária norte-americana de passagem no ano passado, e achou “um absurdo, ridículo que eu tenha seguro-saúde e ela não”, explicou ele, acrescentando: “E se ela ficasse doente, seus pais poderiam ir à falência. O mais triste foi a forma com que ela encolheu os ombros e simplesmente disse esperar não ficar doente”.
A cobertura de Ruanda não é mais pomposa que a maternidade em Mayange. Mas ela cobre o básico. As causas de morte mais comuns – diarreia, pneumonia, malária, subnutrição, cortes infeccionados – são tratadas.
Os centros de saúde locais geralmente possuem todos os medicamentos da lista oficial de remédios essenciais da Organização Mundial de Saúde (quase todos são cópias genéricas de remédios de marca), além de laboratórios aptos a realizar análises rotineiras de sangue e urina, junto a exames de tuberculose e malária.
Rachel Mujawimana deu à luz com uma enfermeira presente, aumentando amplamente as chances de sobrevivência para ela e seu bebê. Caso houvesse complicações, ela poderia ser levada de ambulância a um hospital do distrito com um médico.
“Antigamente, vínhamos aqui apenas quando a mãe tinha problemas”, disse sua mãe. “Hoje, o funcionário de saúde da vila ordena que você não tenha seu filho em casa”.
Desde que foi criado o seguro, conhecido como saúde compartilhada, a expectativa média de vida subiu de 48 para 52 anos, apesar da contínua epidemia de Aids, segundo a Dra. Agnes Binagwaho, secretária permanente do Ministério da Saúde de Ruanda. As mortes no parto e por malária decaíram agudamente, ela acrescentou.
Obviamente, muitas coisas que são rotineiras nos Estados Unidos, como exames de ressonância magnética e diálises, basicamente não são disponibilizadas. Câncer, derrames e ataques cardíacos muitas vezes são uma sentença de morte. O país todo, com uma população de 9,7 milhões, possui um neurocirurgião e três cardiologistas. Em comparação, a cidade de Nova York tem 8 milhões de pessoas; num torneio nacional de beisebol para neurocirurgiões no Central Park, há 10 dias, os hospitais locais conseguiram reunir cinco equipes.
Em outra comparação com os EUA, a obesidade e suas complicações médicas são quase um assunto proibido. Visitantes em Ruanda ficam rapidamente estarrecidos com a magreza da população nas ruas. E isso não ocorre necessariamente por subnutrição; mesmo o presidente, Paul Kagame, um incomparável asceta, é espectral.
Cirurgias gerais são realizadas, mas a espera pode chegar a semanas. Alguns pacientes sortudos, que precisam de cirurgias avançadas, podem ser tratados por equipes de médicos visitantes dos Estados Unidos, Cuba, Austrália ou qualquer outro lugar, mas esses médicos nem sempre estão por perto. Ocasionalmente, o Ministério da Saúde paga a ida de algum paciente até o Quênia, a África do Sul ou até a Índia, para tratamento.
Com um racionamento tão completo, como pode um país oferecer tanto por apenas 2 dólares anuais?
A resposta é: não pode. Não sem ajuda externa.
A Partners in Health, uma organização de caridade de Boston que administra dois hospitais rurais e uma rede de clínicas menores em Ruanda, declarou que seus próprios custos foram de US$ 28 anuais por pessoa, nas áreas que atua. Eles estimam que o atendimento governamental, ainda mais simples, custe entre 10 e 20 dólares.
De acordo com um estudo recentemente publicado na “Tropical Medicine & International Health”, os gastos totais de saúde em Ruanda atingem cerca de US$ 307 milhões por ano, e cerca de 53% desse valor vem de doadores estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos. Um grande doador é o Fundo Global Contra a Aids, Tuberculose e Malária, que vem experimentando formas de apoiar sistemas completos de saúde – em vez de simplesmente tratar as três doenças em seu nome. O fundo paga as mensalidades para 800 mil ruandeses oficialmente classificados “pobres entre os pobres”.
Num país de agricultores pobres, os oficialmente pobres são decididos por conselhos da vila. Eles consideram bens como terras, cabras, bicicletas e rádios, e determinam se uma cabana possui um telhado de lata ou apenas palha.
“As pessoas conhecem os vizinhos por aqui”, disse Felicien Rwagasore, coordenadora de pacientes na clínica Mayange. “Eles não cometem erros”.
Fazer todo ruandês pagar algo faz parte do ambicioso plano de Kagame, de levar seu povo numa direção de maior autoconfiança e, com sorte, maior prosperidade. O país foi chamado de “Cingapura africana”. Aqui, as ruas são limpas e há poucos crimes, e todo mês as pessoas fazem um dia de serviço comunitário, como plantar árvores. A iniciativa privada é estimulada, e Kagame tem sido incansável em punir autoridades corruptas. Em nome de conter observações que possam reviver o ódio que causou o genocídio de 1994, seus críticos dizem, ele também suprime as dissidências políticas normais.
Um obstáculo mais prático para criar um sistema de seguro-saúde, entretanto, é que a maior parte dos pobres do mundo, inclusive os de Ruanda, resiste à impensável ideia de pagar antecipadamente por algo de que podem nunca usufruir.
“Se o povo paga os US$ 2 e não fica doente o ano todo, eles algumas vezes querem seu dinheiro de volta”, disse Anja Fischer, conselheira do ministério da saúde do GTZ, a agência humanitária semi-independente do governo alemão.
Os pagamentos cooperados (quando o paciente paga uma parte de cada tratamento) também podem ser devastadores. Até mesmo cinco dólares por uma cesariana pode ser caro demais para um povo tão miserável quanto Yankulijes, que vivem plantando feijões e batatas doces, e usam roupas norte-americanas de segunda-mão (a camiseta de Yankulije dizia “Wolverines Football”).
Muitos vivem do escambo e não conseguiriam reunir 2 dólares em moedas, disse o Dr. Damas Dukundane, que trabalha numa área pobre rural. Como o governo só aceita dinheiro, disse ele, seus pacientes algumas vezes vão a curandeiros tradicionais – que podem ser charlatões perigosos, mas aceitam cabras ou galinhas.
Como resultado de todos esses fatores, Ruanda é uma colagem de pequenas clínicas, algumas mais ricas ou mais bem administradas que outras. A de Mayange, por exemplo, recebe doações e diretrizes do Projeto Access, fundado por Josh N. Ruxin, professor de saúde pública de Columbia que não mora em Kigali.
Por exemplo, o computador que imprime os cartões de seguros possui uma webcam. Anteriormente, segundo Ruxin, para seguros custando US$ 2, os aldeões tinham de trazer fotografias que haviam lhes custado um dólar ou mais.
Um claro exemplo de como o sistema sobrecarrega os pobres, segundo ele, é o fato de que os ruandeses mais ricos pagam os mesmos US$ 2 que os pobres rurais.
“É um absurdo que minha mãe pague o mesmo que a mulher que limpa sua casa”, afirmou Binagwaho. “Essa lei está sendo alterada”.
Ainda assim, segundo Binagwaho, Ruanda pode oferecer aos Estados Unidos uma lição sobre seguro-saúde: “Solidariedade – não é possível se sentir feliz como sociedade se você não se organizar de maneira que o povo não morra de pobreza”.
Grupo curdo assume autoria de atentado que matou 4 na Turquia
Um grupo separatista curdo assumiu nesta terça-feira (22) a autoria de um ataque a bomba que matou cinco pessoas em Istambul, na Turquia, segundo uma agência de notícias local.
O Águias da Liberdade do Curdistão (TAK, na sigla original), teria elos com o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), maior grupo separatista da região. O grupo assumiu a autoria e mandou os civis ficarem longe de alvos militares segundo a agências Firat.
O TAK já havia assumido a autoria de outros atentados na região.
Três soldados e uma adolescente morreram no ataque a bomba contra um veículo que transportava militares, segundo as autoridades.
Dois militares e uma menor de 17 anos, filha de um militar, morreram na hora com a explosão ocorrida em Halkali, um subúrbio popular na margem europeia da metrópole, perto de moradias de militares, declarou o governador de Istambul, Huseyin Avni Mutlu.
Um terceiro soldado, gravemente ferido no atentado, morreu depois no hospital, informou a agência Anatólia, citando fontes militares.
O governador referiu-se ao ataque acusando, sem citar nomes, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, ilegal), organização considerada terrorista pela Turquia e inúmeros outros países.
O artefato explosivo, uma bomba de fragmentação, estava escondida na calçada e foi acionada por controle remoto, acrescentou Mutlu. Esta técnica é geralmente utilizada pelo PKK no sudeste de Anatólia, cenário de combates entre os rebeldes curdos e as forças de Ancara.
Durante o fim de semana, através de um de seus porta-vozes, o PKK ameaçou lançar ataques em todas as cidades da Turquia. Nos últimos meses, o movimento multiplicou os ataques contra as forças de segurança no sudeste do país.
Em 8 de junho passado, quinze pessoas ficaram feridas na explosão de uma bomba colocada na calçada em outro distrito popular de Istambul, quando passava um carro da polícia.
Desde 1984, o PKK empreende uma luta separatista contra as forças turcas no sudeste, zona curda, e também nas grandes cidades e estações balneárias do oeste do país.
Em julho de 2005, dois turistas europeias morreram em um atentado com bomba atribuído ao PKK em Kusadasi, estação de veraneio no Mar Egeu (oeste).
O PKK realizou durante o fim de semana passado uma série de ataques que deixou 12 soldados mortos no sudeste do país.
Na segunda, os rebeldes metralharam um posto da polícia, matando um militar e ferindo outro em Silvan, na província de Diyarbakir (sudeste). A aviação turca respondeu no sábado, realizando um ataque contra as bases de retaguarda do PKK, no norte do Iraque.
O Águias da Liberdade do Curdistão (TAK, na sigla original), teria elos com o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), maior grupo separatista da região. O grupo assumiu a autoria e mandou os civis ficarem longe de alvos militares segundo a agências Firat.
O TAK já havia assumido a autoria de outros atentados na região.
Três soldados e uma adolescente morreram no ataque a bomba contra um veículo que transportava militares, segundo as autoridades.
Dois militares e uma menor de 17 anos, filha de um militar, morreram na hora com a explosão ocorrida em Halkali, um subúrbio popular na margem europeia da metrópole, perto de moradias de militares, declarou o governador de Istambul, Huseyin Avni Mutlu.
Um terceiro soldado, gravemente ferido no atentado, morreu depois no hospital, informou a agência Anatólia, citando fontes militares.
O governador referiu-se ao ataque acusando, sem citar nomes, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, ilegal), organização considerada terrorista pela Turquia e inúmeros outros países.
O artefato explosivo, uma bomba de fragmentação, estava escondida na calçada e foi acionada por controle remoto, acrescentou Mutlu. Esta técnica é geralmente utilizada pelo PKK no sudeste de Anatólia, cenário de combates entre os rebeldes curdos e as forças de Ancara.
Durante o fim de semana, através de um de seus porta-vozes, o PKK ameaçou lançar ataques em todas as cidades da Turquia. Nos últimos meses, o movimento multiplicou os ataques contra as forças de segurança no sudeste do país.
Em 8 de junho passado, quinze pessoas ficaram feridas na explosão de uma bomba colocada na calçada em outro distrito popular de Istambul, quando passava um carro da polícia.
Desde 1984, o PKK empreende uma luta separatista contra as forças turcas no sudeste, zona curda, e também nas grandes cidades e estações balneárias do oeste do país.
Em julho de 2005, dois turistas europeias morreram em um atentado com bomba atribuído ao PKK em Kusadasi, estação de veraneio no Mar Egeu (oeste).
O PKK realizou durante o fim de semana passado uma série de ataques que deixou 12 soldados mortos no sudeste do país.
Na segunda, os rebeldes metralharam um posto da polícia, matando um militar e ferindo outro em Silvan, na província de Diyarbakir (sudeste). A aviação turca respondeu no sábado, realizando um ataque contra as bases de retaguarda do PKK, no norte do Iraque.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Britânica acusada de matar filha de seis semanas ao sentar nela é presa
Uma britânica acusada de matar sua filha de seis semanas ao sentar na cabeça dela, sufocando-a, foi presa por tempo indeterminado na Inglaterra.
Julia Lovemore, de Milton, perto de Cambridge, já havia admitido o homicídio culposo da bebê Faith, alegando ter a responsabilidade diminuída por causa de problemas de saúde mental.
A bebê foi declarada morta ao chegar ao hospital no dia 17 de junho de 2009.
O juiz da Corte de Cambridge, que condenou Lovemore, disse que a mãe, de 41 anos de idade, estava "com profundos problemas mentais e sofrendo de ilusões religiosas quando cometeu o ato".
Ela foi presa por tempo indeterminado com base no Ato de Saúde Mental.
Fanáticos
Julia Lovemore e o marido, os dois formados pela Universidade de Cambridge, foram descritos na corte como fanáticos religiosos e que sofriam de graves problemas mentais.
Segundo a promotoria e testemunhas, ela sofria de problemas mentais desde os 26 anos de idade e havia se recuperado, mas teve uma recaída depois do nascimento de sua primeira filha, Angel, em julho de 2006.
Ao descrever o dia da morte de Faith, ela contou que não sabe o que ocorreu.
"Faith estava deitada na minha cama. Comecei a arrancar páginas da bíblia e enfiá-las em sua boca, mas ela as cuspia. Depois, sentei em cima dela", contou.
Suas duas filhas estavam em uma lista das autoridades de crianças consideradas sob risco, e a família chegou a ser visitada por uma enfermeira psiquiátrica comunitária e um agente de saúde do governo local no dia da morte da bebê.
Quando eles chegaram à casa, encontraram o marido de Julia, David Lovemore, rezando por sua mulher no andar de baixo, enquanto a filha mais velha estava sentada no alto da escada.
Julia e a bebê, que estavam no andar de cima, não foram vistas pelos agentes de saúde, que deixaram a casa para buscar ajuda, temendo o comportamento do pai, segundo foi dito no tribunal.
De acordo com o promotor John Farmer, "infelizmente nenhum deles procurou ver a ré ou a bebê e a melhor interpretação dos eventos é de que Faith já estava morta ou morrendo, porque não haveria outra razão para o marido da ré estar rezando tão intensamente".
Rebecca Hughes, a enfermeira psiquiátrica, disse à polícia que David Lovemore batia com os pés no chão e
dizia: "Tire o demônio de Julia".
"Nunca o tinha visto assim antes. Era como se ele estivesse em um transe", disse Rebecca Hughes.
"Para mim a situação estava instável. Eu estava muito preocupada com David, temi que ele pudesse se tornar psicótico."
"Fiquei muito perturbada, diria que quase fiquei com medo."
A promotoria disse à corte que o pai de Faith levou a bebê já sem vida a uma clínica médica pouco depois, acompanhado da filha mais velha, que estava coberta de removedor de tinta.
Os médicos tentaram ressuscitar a bebê e chamaram a polícia, que começou as investigações imediatamente.
Segundo a promotoria, a filha mais velha havia entrado para a lista de crianças em risco em fevereiro de 2009, quando foi descoberto que Julia Lovemore estava grávida de Faith. Na época a mãe foi examinada por um psiquiatra, que disse que ela sofria alto risco de recaída.
Julia Lovemore, de Milton, perto de Cambridge, já havia admitido o homicídio culposo da bebê Faith, alegando ter a responsabilidade diminuída por causa de problemas de saúde mental.
A bebê foi declarada morta ao chegar ao hospital no dia 17 de junho de 2009.
O juiz da Corte de Cambridge, que condenou Lovemore, disse que a mãe, de 41 anos de idade, estava "com profundos problemas mentais e sofrendo de ilusões religiosas quando cometeu o ato".
Ela foi presa por tempo indeterminado com base no Ato de Saúde Mental.
Fanáticos
Julia Lovemore e o marido, os dois formados pela Universidade de Cambridge, foram descritos na corte como fanáticos religiosos e que sofriam de graves problemas mentais.
Segundo a promotoria e testemunhas, ela sofria de problemas mentais desde os 26 anos de idade e havia se recuperado, mas teve uma recaída depois do nascimento de sua primeira filha, Angel, em julho de 2006.
Ao descrever o dia da morte de Faith, ela contou que não sabe o que ocorreu.
"Faith estava deitada na minha cama. Comecei a arrancar páginas da bíblia e enfiá-las em sua boca, mas ela as cuspia. Depois, sentei em cima dela", contou.
Suas duas filhas estavam em uma lista das autoridades de crianças consideradas sob risco, e a família chegou a ser visitada por uma enfermeira psiquiátrica comunitária e um agente de saúde do governo local no dia da morte da bebê.
Quando eles chegaram à casa, encontraram o marido de Julia, David Lovemore, rezando por sua mulher no andar de baixo, enquanto a filha mais velha estava sentada no alto da escada.
Julia e a bebê, que estavam no andar de cima, não foram vistas pelos agentes de saúde, que deixaram a casa para buscar ajuda, temendo o comportamento do pai, segundo foi dito no tribunal.
De acordo com o promotor John Farmer, "infelizmente nenhum deles procurou ver a ré ou a bebê e a melhor interpretação dos eventos é de que Faith já estava morta ou morrendo, porque não haveria outra razão para o marido da ré estar rezando tão intensamente".
Rebecca Hughes, a enfermeira psiquiátrica, disse à polícia que David Lovemore batia com os pés no chão e
dizia: "Tire o demônio de Julia".
"Nunca o tinha visto assim antes. Era como se ele estivesse em um transe", disse Rebecca Hughes.
"Para mim a situação estava instável. Eu estava muito preocupada com David, temi que ele pudesse se tornar psicótico."
"Fiquei muito perturbada, diria que quase fiquei com medo."
A promotoria disse à corte que o pai de Faith levou a bebê já sem vida a uma clínica médica pouco depois, acompanhado da filha mais velha, que estava coberta de removedor de tinta.
Os médicos tentaram ressuscitar a bebê e chamaram a polícia, que começou as investigações imediatamente.
Segundo a promotoria, a filha mais velha havia entrado para a lista de crianças em risco em fevereiro de 2009, quando foi descoberto que Julia Lovemore estava grávida de Faith. Na época a mãe foi examinada por um psiquiatra, que disse que ela sofria alto risco de recaída.
Conheça cinco animais ameaçados pelo derramamento de óleo nos EUA
O líquido negro e pegajoso que gruda nas asas dos pássaros é apenas uma parte do desastre ambiental causado pelo derramamento de petróleo que atinge a costa dos EUA no Golfo do México.
Segundo Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês) dos EUA, o óleo pode irritar pele, os olhos e membranas dos animais marinhos. Além disso, seus gases podem causar problemas pulmonares e, se ingerido, causa úlceras, sangramentos e irritações, além de problemas no fígado e nos rins.
Tartaruga marinha
Além de colocar ovos nas praias, agora contaminadas, elas podem se intoxicar com o óleo, afundar e morrer. Algumas espécies que vivem na região já estão ameaçadas de extinção, como a tartaruga-de-couro, a maior do mundo
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Golfinho
O grupo dos cetáceos, como golfinhos, baleias, cachalotes e orcas têm a pele sensível e precisam subir à superfície para respirar. Quando fazem isso, além de se sujar de óleo, podem inalar gases tóxicos, que causam problemas pulmonares.
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Atum vermelho Já ameaçado pela pesca excessiva, o peixe – também chamado de atum azul – desovou no mês de maio, justamente durante o espalhamento do óleo, que pode matar as larvas do animal. Os adultos também estão em risco, já que o petróleo pode grudar em suas guelras (órgão respiratório dos peixes).
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Pelicano-marrom
A ave é o símbolo da Luisiana, o estado mais atingido pela "maré negra". O bicho já vinha sendo ameaçado pela destruição de seu território, e agora é um dos bichos que mais sofre com o óleo, pois procria e se alimenta na costa, onde o petróleo se acumula.
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O animal, que vive próximo à costa, se alimenta de vegetais, que podem estar contaminados com óleo. Além disso, a mancha pode impedir que a luz do sol penetre na água, dificultando o crescimento dessas plantas, alerta a ONG Save the Manatee Club.
As aves e os mamíferos ainda podem morrer de frio. "Eles perdem a capacidade de impermeabilização, pois a pele deles é recoberta por uma camada especial de gordura, e o petróleo permite que a água penetre. No caso das aves, também é perdida a capacidade de voar", explica o oceanógrafo Gilberto Fillmann, professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).
De acordo com o especialista, enquanto o óleo está no alto mar ele se dilui com facilidade e os animais conseguem fugir da mancha. Quando chega à costa, porém, o petróleo começa a se acumular e os bichos não têm para onde escapar.
Médicos resfriam bebê por quatro dias após cirurgia cardíaca
Um bebê de 16 semanas passou por duas cirurgias cardíacas e teve o corpo resfriado pelos médicos para que sua vida fosse salva depois de problemas pós-operatórios.Finley Aaron Burton, de County Durham, norte da Inglaterra, passou 4 dias sedado e com a temperatura do corpo a cerca de 33ºC, enquanto se recuperava das complicações e tinha o ritmo do coração estabilizado por um marcapasso externo.
Quando tinha apenas 10 semanas de idade, seus pais o levaram a um exame médico de rotina, preocupados porque ele não ganhava peso e parecia ter dificuldades para respirar.
No exame, o médico acreditou ter escutado um ruído estranho no coração do bebê e pediu exames mais específicos, entre eles um ultrassom cardíaco e um eletrocardiograma, que identificaram que Finley tinha dois buracos no coração.
"Por causa dos buracos, muito sangue era enviado para seu pulmão", disse à BBC Brasil a enfermeira especializada em cirurgias cardíacas em crianças do Freeman Hospital, Paddy Walsh.
Cirurgias
Em maio passado, Finley passou por duas cirurgias no Freeman Hospital, em Newcastle, para consertar os defeitos congênitos. Mas ao fim do procedimento, seu coração passou a bater a um ritmo muito mais rápido do que o normal, o que poderia causar sua morte.
Os médicos apelaram então para uma técnica normalmente usada na recuperação de pacientes de ataque cardíaco - o resfriamento do corpo, também conhecido como hipotermia terapêutica.
A técnica é usada para evitar sequelas e permitir que o ritmo cardíaco se estabilize.
"Ela não apresenta riscos para a saúde", afirma Walsh. "Ela é usada para salvar a vida do bebê, que estava em risco por causa das complicações surgidas após a cirurgia."
O bebê ainda estava sedado quando os médicos usaram um cobertor elétrico para resfriar seu corpo e mantê-lo a uma temperatura média de cerca de 33ºC (a temperatura normal de um bebê é de 37ºC).
A temperatura mínima que pode ser suportada pelo corpo humano nessas condições é de 32ºC.
O procedimento retardou seu metabolismo e fez com que seu ritmo cardíaco diminuísse. Ao mesmo tempo, os cirurgiões o conectaram a um marcapasso para estabelecer um novo ritmo de batimentos.
Finley passou quatro dias sedado e resfriado, até que seus batimentos se estabilizaram.
Em sua página no Facebook, os pais contam como, logo após a cirurgia, os médicos aos poucos aumentaram sua dose de alimentos.
Ao recobrar a consciência, contaram os pais, Finley passou a se alimentar com muito mais voracidade, ganhando peso rapidamente e distribuindo sorrisos, ainda no hospital.
O bebê já está em casa, se recuperando plenamente.
Os pais, Donna Link-Emery e Aaron Burton lançaram uma campanha para arrecadar fundos para o centro cardíaco do Freeman Hospital.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Toureiro foge de touro e é processado por quebra de contrato
Um toureiro foi levado a uma delegacia na Cidade do México no domingo após fugir de um touro na arena e ser acusado pelos organizadores do evento por quebra de contrato.
Cristian Hernandez afirmou depois que preferiu desistir porque lhe faltou coragem e capacidade para enfrentar o touro.
No ano passado, ele havia sido atingido por um touro na perna durante uma tourada.
Depois da desistência, ele anunciou sua retirada definitiva das touradas.
Cristian Hernandez afirmou depois que preferiu desistir porque lhe faltou coragem e capacidade para enfrentar o touro.
No ano passado, ele havia sido atingido por um touro na perna durante uma tourada.
Depois da desistência, ele anunciou sua retirada definitiva das touradas.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Homem que estava preso em mina há 11 dias é resgatado na China
Um homem que estava preso há 11 dias em uma mina de carvão foi resgatado com vida nesta segunda-feira (14) na província de chinesa de Shanxi, segundo informações da agência de notícias “Xinhua”.
Wang Daoguang, de 42 anos, estava debaixo da terra desde o dia 3 de junho, quando a mina onde trabalhava foi inundada.
Havia 11 trabalhadores no interior do poço no momento do acidente, sete foram resgatados e quatro morreram.
Em março, 115 mineiros foram resgatados de uma mina também em Shanxi, após ficaram uma semana presos.
Wang Daoguang, de 42 anos, estava debaixo da terra desde o dia 3 de junho, quando a mina onde trabalhava foi inundada.
Havia 11 trabalhadores no interior do poço no momento do acidente, sete foram resgatados e quatro morreram.
Em março, 115 mineiros foram resgatados de uma mina também em Shanxi, após ficaram uma semana presos.
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