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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Em caso raro, americana tem trigêmeos após já ter tido gêmeos

Uma americana teve nesta semana trigêmeos concebidos de maneira natural, após já ter tido outros três filhos, os dois mais novos gêmeos, no que os médicos classificaram como um evento raríssimo.

Os seis filhos de Natasha Wilson são todos meninos. Ainda assim, ela diz que não pretende tentar engravidar novamente para ver se consegue ter uma menina.

"Seis meninos já é demais. Agora chega", disse ela à TV local WGRZ, da cidade de Buffalo, no Estado de Nova York.

Natasha diz que o interesse por sua gravidez já era grande mesmo antes do parto, na segunda-feira. "Eu ia a todos os lugares e todo mundo só queria saber se eu havia tomado remédios para fertilidade ou se foi natural. Foi tudo natural mesmo", afirmou.


Ocorrência rara

O obstetra Kevin Fitzpatrick, que fez o parto dos bebês Tyler aRoy, Gabriel Lee e Lucas Michael, diz que a ocorrência é raríssima.

"Uma gravidez de trigêmeos sozinha já é difícil - apenas uma em cada 7 mil. Mas trigêmeos após gêmeos, acho que nunca vou ver algo semelhante outra vez", disse.

Ainda assim, a avó dos meninos, Linda Lawrence, diz ter antevisto os nascimentos. "Depois dos gêmeos eu brinquei com ela que a próxima gravidez seriam trigêmeos. Mas eu errei, e disse que seriam três meninas", contou.

O marido de Natasha, James, está desempregado, e o custo de manter uma família tão grande preocupa o casal.

Eles viviam em um trailer com dois quartos, e estão mudando agora para uma casa alugada com sete quartos.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Jovem de 21 anos sofre de síndrome rara e não consegue passar dos 30 kg

A jovem americana Lizzie Velasquez sofre de uma rara síndrome - até hoje não diagnosticada - que não permite que ela adquira gordura corporal.

Lizzie, de 21 anos de idade, nunca pesou mais de 30 quilos e tem 0% de gordura corporal. Apesar da frágil aparência e de ter um sistema imunológico mais fraco do que o de uma pessoa comum, a jovem é saudável e leva uma vida praticamente normal.

Segundo informações em seu website, só há três pessoas sofrendo da mesma síndrome no mundo.
Uma delas tem cerca de 30 anos e vive com o marido na Inglaterra, a outra é uma jovem de 13 anos que também mora em Austin, no Texas.

"Já visitei vários médicos diferentes durante toda a minha vida e, simplesmente, não há respostas", explica ela, que é cega de um olho e tem dificuldades de visão no outro.

"Eu como tudo o que quero o dia inteiro e simplesmente não consigo ganhar peso. A síndrome é muito intrigante porque tem características de diferentes síndromes, mas não chega ao ponto em que posso ser diagnosticada com nenhuma delas."


"Por exemplo, uma delas é a progéria [síndrome da velhice precoce]. Eu tenho várias das características físicas das crianças com progéria, como o nariz aquilino, a boca pequena e a pele com aparência envelhecida."

"A diferença é que a progéria é uma doença terminal e tem muito mais complicações. Só tenho as características que listei da doença", explica.

Segundo reportagem publicada pelo jornal britânico "Daily Telegraph", a jovem tem de comer a cada 15 minutos e consome entre 5.000 e 8.000 calorias por dia, na tentativa de manter seu peso.

"Se subo na balança e vejo que engordei 500 gramas, comemoro!", diz ela, que cita, entre suas comidas favoritas, donuts, pizza e batatas fritas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pobreza não impede Ruanda de universalizar planos de saúde

A maternidade do centro de saúde do distrito de Mayange não é nada pomposa.

Não tem água corrente e a sala de parto não passa de dois bancos acolchoados com estribos.

Mas a tinta azul nas paredes é razoavelmente fresca, e as camas da sala de trabalho de parto possuem mosquiteiros.

No interior, três gerações da família Yankulije relaxam em uma cama: Rachel, de 53 anos, sua filha Chantal Mujawimana, de 22, e o bebê de Chantal, ainda novo demais para ter nome.
O pequeno príncipe é o primeiro de sua linhagem a nascer numa clínica, e não num chão de terra batida. Mas ele não é o primeiro com plano de saúde. Sua mãe e sua avó possuem um, o que explica o fato de ele ter nascido aqui.

Ruanda já tem um seguro-saúde nacional há 11 anos; 92% das pessoas do país estão cobertas, e as taxas são de dois dólares por ano.

Sunny Ntayomba, escritor editorial para o “New Times”, um jornal da capital, Kigali, está ciente do paradoxo: seu país, um dos mais pobres do mundo, proporciona seguro a mais de seus cidadãos do que os países mais ricos.

Ele conheceu uma estudante universitária norte-americana de passagem no ano passado, e achou “um absurdo, ridículo que eu tenha seguro-saúde e ela não”, explicou ele, acrescentando: “E se ela ficasse doente, seus pais poderiam ir à falência. O mais triste foi a forma com que ela encolheu os ombros e simplesmente disse esperar não ficar doente”.

A cobertura de Ruanda não é mais pomposa que a maternidade em Mayange. Mas ela cobre o básico. As causas de morte mais comuns – diarreia, pneumonia, malária, subnutrição, cortes infeccionados – são tratadas.

Os centros de saúde locais geralmente possuem todos os medicamentos da lista oficial de remédios essenciais da Organização Mundial de Saúde (quase todos são cópias genéricas de remédios de marca), além de laboratórios aptos a realizar análises rotineiras de sangue e urina, junto a exames de tuberculose e malária.

Rachel Mujawimana deu à luz com uma enfermeira presente, aumentando amplamente as chances de sobrevivência para ela e seu bebê. Caso houvesse complicações, ela poderia ser levada de ambulância a um hospital do distrito com um médico.

“Antigamente, vínhamos aqui apenas quando a mãe tinha problemas”, disse sua mãe. “Hoje, o funcionário de saúde da vila ordena que você não tenha seu filho em casa”.

Desde que foi criado o seguro, conhecido como saúde compartilhada, a expectativa média de vida subiu de 48 para 52 anos, apesar da contínua epidemia de Aids, segundo a Dra. Agnes Binagwaho, secretária permanente do Ministério da Saúde de Ruanda. As mortes no parto e por malária decaíram agudamente, ela acrescentou.

Obviamente, muitas coisas que são rotineiras nos Estados Unidos, como exames de ressonância magnética e diálises, basicamente não são disponibilizadas. Câncer, derrames e ataques cardíacos muitas vezes são uma sentença de morte. O país todo, com uma população de 9,7 milhões, possui um neurocirurgião e três cardiologistas. Em comparação, a cidade de Nova York tem 8 milhões de pessoas; num torneio nacional de beisebol para neurocirurgiões no Central Park, há 10 dias, os hospitais locais conseguiram reunir cinco equipes.

Em outra comparação com os EUA, a obesidade e suas complicações médicas são quase um assunto proibido. Visitantes em Ruanda ficam rapidamente estarrecidos com a magreza da população nas ruas. E isso não ocorre necessariamente por subnutrição; mesmo o presidente, Paul Kagame, um incomparável asceta, é espectral.

Cirurgias gerais são realizadas, mas a espera pode chegar a semanas. Alguns pacientes sortudos, que precisam de cirurgias avançadas, podem ser tratados por equipes de médicos visitantes dos Estados Unidos, Cuba, Austrália ou qualquer outro lugar, mas esses médicos nem sempre estão por perto. Ocasionalmente, o Ministério da Saúde paga a ida de algum paciente até o Quênia, a África do Sul ou até a Índia, para tratamento.

Com um racionamento tão completo, como pode um país oferecer tanto por apenas 2 dólares anuais?

A resposta é: não pode. Não sem ajuda externa.

A Partners in Health, uma organização de caridade de Boston que administra dois hospitais rurais e uma rede de clínicas menores em Ruanda, declarou que seus próprios custos foram de US$ 28 anuais por pessoa, nas áreas que atua. Eles estimam que o atendimento governamental, ainda mais simples, custe entre 10 e 20 dólares.

De acordo com um estudo recentemente publicado na “Tropical Medicine & International Health”, os gastos totais de saúde em Ruanda atingem cerca de US$ 307 milhões por ano, e cerca de 53% desse valor vem de doadores estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos. Um grande doador é o Fundo Global Contra a Aids, Tuberculose e Malária, que vem experimentando formas de apoiar sistemas completos de saúde – em vez de simplesmente tratar as três doenças em seu nome. O fundo paga as mensalidades para 800 mil ruandeses oficialmente classificados “pobres entre os pobres”.

Num país de agricultores pobres, os oficialmente pobres são decididos por conselhos da vila. Eles consideram bens como terras, cabras, bicicletas e rádios, e determinam se uma cabana possui um telhado de lata ou apenas palha.

“As pessoas conhecem os vizinhos por aqui”, disse Felicien Rwagasore, coordenadora de pacientes na clínica Mayange. “Eles não cometem erros”.

Fazer todo ruandês pagar algo faz parte do ambicioso plano de Kagame, de levar seu povo numa direção de maior autoconfiança e, com sorte, maior prosperidade. O país foi chamado de “Cingapura africana”. Aqui, as ruas são limpas e há poucos crimes, e todo mês as pessoas fazem um dia de serviço comunitário, como plantar árvores. A iniciativa privada é estimulada, e Kagame tem sido incansável em punir autoridades corruptas. Em nome de conter observações que possam reviver o ódio que causou o genocídio de 1994, seus críticos dizem, ele também suprime as dissidências políticas normais.

Um obstáculo mais prático para criar um sistema de seguro-saúde, entretanto, é que a maior parte dos pobres do mundo, inclusive os de Ruanda, resiste à impensável ideia de pagar antecipadamente por algo de que podem nunca usufruir.

“Se o povo paga os US$ 2 e não fica doente o ano todo, eles algumas vezes querem seu dinheiro de volta”, disse Anja Fischer, conselheira do ministério da saúde do GTZ, a agência humanitária semi-independente do governo alemão.

Os pagamentos cooperados (quando o paciente paga uma parte de cada tratamento) também podem ser devastadores. Até mesmo cinco dólares por uma cesariana pode ser caro demais para um povo tão miserável quanto Yankulijes, que vivem plantando feijões e batatas doces, e usam roupas norte-americanas de segunda-mão (a camiseta de Yankulije dizia “Wolverines Football”).

Muitos vivem do escambo e não conseguiriam reunir 2 dólares em moedas, disse o Dr. Damas Dukundane, que trabalha numa área pobre rural. Como o governo só aceita dinheiro, disse ele, seus pacientes algumas vezes vão a curandeiros tradicionais – que podem ser charlatões perigosos, mas aceitam cabras ou galinhas.

Como resultado de todos esses fatores, Ruanda é uma colagem de pequenas clínicas, algumas mais ricas ou mais bem administradas que outras. A de Mayange, por exemplo, recebe doações e diretrizes do Projeto Access, fundado por Josh N. Ruxin, professor de saúde pública de Columbia que não mora em Kigali.

Por exemplo, o computador que imprime os cartões de seguros possui uma webcam. Anteriormente, segundo Ruxin, para seguros custando US$ 2, os aldeões tinham de trazer fotografias que haviam lhes custado um dólar ou mais.

Um claro exemplo de como o sistema sobrecarrega os pobres, segundo ele, é o fato de que os ruandeses mais ricos pagam os mesmos US$ 2 que os pobres rurais.

“É um absurdo que minha mãe pague o mesmo que a mulher que limpa sua casa”, afirmou Binagwaho. “Essa lei está sendo alterada”.

Ainda assim, segundo Binagwaho, Ruanda pode oferecer aos Estados Unidos uma lição sobre seguro-saúde: “Solidariedade – não é possível se sentir feliz como sociedade se você não se organizar de maneira que o povo não morra de pobreza”.
 

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Médicos resfriam bebê por quatro dias após cirurgia cardíaca

Um bebê de 16 semanas passou por duas cirurgias cardíacas e teve o corpo resfriado pelos médicos para que sua vida fosse salva depois de problemas pós-operatórios.


Finley Aaron Burton, de County Durham, norte da Inglaterra, passou 4 dias sedado e com a temperatura do corpo a cerca de 33ºC, enquanto se recuperava das complicações e tinha o ritmo do coração estabilizado por um marcapasso externo.

Quando tinha apenas 10 semanas de idade, seus pais o levaram a um exame médico de rotina, preocupados porque ele não ganhava peso e parecia ter dificuldades para respirar.

No exame, o médico acreditou ter escutado um ruído estranho no coração do bebê e pediu exames mais específicos, entre eles um ultrassom cardíaco e um eletrocardiograma, que identificaram que Finley tinha dois buracos no coração.

Mais tarde, também foi descoberto um estreitamento em uma das principais veias cardíacas.

Por conta disso, seu pulmão trabalhava mais do que o normal, deixando-o mais cansado com o esforço e dificultando sua alimentação.

"Por causa dos buracos, muito sangue era enviado para seu pulmão", disse à BBC Brasil a enfermeira especializada em cirurgias cardíacas em crianças do Freeman Hospital, Paddy Walsh.



Cirurgias

Em maio passado, Finley passou por duas cirurgias no Freeman Hospital, em Newcastle, para consertar os defeitos congênitos. Mas ao fim do procedimento, seu coração passou a bater a um ritmo muito mais rápido do que o normal, o que poderia causar sua morte.

Os médicos apelaram então para uma técnica normalmente usada na recuperação de pacientes de ataque cardíaco - o resfriamento do corpo, também conhecido como hipotermia terapêutica.

A técnica é usada para evitar sequelas e permitir que o ritmo cardíaco se estabilize.

"Ela não apresenta riscos para a saúde", afirma Walsh. "Ela é usada para salvar a vida do bebê, que estava em risco por causa das complicações surgidas após a cirurgia."

O bebê ainda estava sedado quando os médicos usaram um cobertor elétrico para resfriar seu corpo e mantê-lo a uma temperatura média de cerca de 33ºC (a temperatura normal de um bebê é de 37ºC).

A temperatura mínima que pode ser suportada pelo corpo humano nessas condições é de 32ºC.

O procedimento retardou seu metabolismo e fez com que seu ritmo cardíaco diminuísse. Ao mesmo tempo, os cirurgiões o conectaram a um marcapasso para estabelecer um novo ritmo de batimentos.

Finley passou quatro dias sedado e resfriado, até que seus batimentos se estabilizaram.

Em sua página no Facebook, os pais contam como, logo após a cirurgia, os médicos aos poucos aumentaram sua dose de alimentos.

Ao recobrar a consciência, contaram os pais, Finley passou a se alimentar com muito mais voracidade, ganhando peso rapidamente e distribuindo sorrisos, ainda no hospital.

O bebê já está em casa, se recuperando plenamente.

Os pais, Donna Link-Emery e Aaron Burton lançaram uma campanha para arrecadar fundos para o centro cardíaco do Freeman Hospital.

sábado, 12 de junho de 2010

Estudo da USP sobre vacina antiaids sai em revista científica internacional

Um artigo apresentando as descobertas de um grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) foi publicado nesta sexta-feira (11) na prestigiada revista científica PLoS ONE. O trabalho, noticiado pelo G1 em outubro do ano passado, desenvolve uma vacina contra o vírus da Aids baseado em um plano só testado no Brasil.

A PLoS ONE é uma publicação eletrônica com revisão por pares (peer review) e de acesso aberto, muito influente.

De aproximadamente 200 conceitos de imunizantes anti-HIV imaginados ao longo de 25 anos de luta contra a doença, o desenho da HIVBr18 é o único que mira “regiões conservadas” do vírus – trechos que não passam por mutações. Com a identificação desses alvos fixos, o imunizante brasileiro pode chegar a ser mais eficaz do que os quase 30 que passam hoje pelo crivo dos ensaios clínicos.

A patente da HIVBr18 foi depositada no Brasil em setembro de 2005, e nos Estados Unidos e na União Europeia em 2007.

O trunfo do HIV é que o vírus é um fujão profissional porque passa por muitas mutações. E ninguém até agora havia conseguido identificar e alvejar seu calcanhar de Aquiles. Com isso, os cientistas acabavam se deparando com a situação inglória de gastar anos de estudo e muito dinheiro para criar um arsenal que só funciona em um alvo e, na hora H, perceber que o alvo já virou outra coisa, na qual o míssil não faz nem cócegas. Assim, as vacinas já testadas fracassaram porque foram tapeadas pelo agente causador da Aids. Funcionaram em alguns casos, mas não foram reconhecidas em outros tantos.

As “velhas estratégias” para lidar com esse pesadelo obedecem a duas premissas clássicas: elas usam proteínas inteiras do HIV e se concentram em gerar linfócitos T do tipo CD8 citotóxico, o pelotão de fuzilamento de células infectadas. Os pesquisadores da USP, sob coordenação de Cunha-Neto, resolveram identificar os trechos permanentes ou "fixos" do HIV por meio de um software – acharam e testaram 18 fragmentos – e embuti-las artificialmente em uma “vacina de DNA”.

Um algoritmo identificou, a partir de uma base de dados, regiões conservadas que se ligam à maioria dos tipos de HLA de classe 2 (os antígenos leucocitários humanos, moléculas capazes de estimular uma resposta imune que variam muito de pessoa para pessoa). Esses segmentos protéicos foram então fabricados. Foram produzidos 18 peptídeos que, no conjunto, pegavam todos os HLA mais comuns na população.

Testada com 30 pacientes soropositivos, 91% reconheceram as iscas. O objetivo buscado aqui foi, teoricamente, melhorar a cobertura vacinal em populações geneticamente heterogêneas, ou seja, fazer com que mais pessoas desenvolvessem respostas imunes contra o HIV após receber a vacina.

Linfócito T CD4
Além disso, a equipe decidiu investir em outro linfócito T, o do tipo CD4. Não adianta muito ativar o CD8 e só, porque ele é inapelavelmente dependente do CD4 para ser gerado e subsistir com capacidade destruidora. Sem o CD4, o CD8 tem curta duração. O CD4 não era alvo nos conceitos tradicionais de vacina, segundo Cunha-Neto.

Com a incorporção da pesquisadora Daniela Rosa, a pesquisa ganhou novo impulso. Foi então que as 18 sequências foram colocadas em um plasmídeo, um anel de DNA. Na verificação de magnitude após a injeção, os testes indicaram uma alta proliferação e produção de citocinas, as proteínas que funcionam como mensageiros para ajudar na regulação de uma resposta imune. Já na checagem de amplitude em camundongos transgênicos parcialmente "humanizados", 16 das 18 sequências foram reconhecidas.
Os oito anos, até agora, da jornada para viabilizar a HIVBr demandaram financiamento da Fapesp, do Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde, do CNPq através do INCT-Instituto de Investigação em Imunologia, e do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (Itália).

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Espírito Santo confirma mais de 21 mil casos de dengue

O Espírito Santo confirmou 21.692 casos de dengue entre 1º de janeiro e a última terça-feira (8), segundo informações do balanço divulgado pela Secretaria da Saúde. No total, sete mortes provocadas pela doença foram registradas no estado.

De acordo com os dados da Secretaria da Saúde, os municípios capixabas com maior incidência de casos de dengue são: Guaçuí, Colatina, Ibatiba, Viana e Piúma.
 

terça-feira, 8 de junho de 2010

Testado pela primeira vez na África anel vaginal contra a Aids

Um estudo destinado a testar um anel vaginal que libera antirretrovirais será lançado na África, informou nesta terça-feira a organização promotora da iniciativa, International Partnership for Microbicides (IPM).

O anel vaginal é um método anticoncepcional que normalmente consiste em inserir um anel flexível no fundo da vagina, onde o dispositivo libera hormônios. O anel, criado pela organização sem fins lucrativos IPM, libera antirretrovirais.

O IPM lançou seu estudo em centros de pesquisas do sul e do leste da África, regiões em que a Aids castiga mais fortemente.

Para o teste, 280 mulheres saudáveis, sexualmente ativas e soronegativas usaram um anel contendo 25 mg de dapivirine e um placebo, que terão que substituir mensalmente durante três meses. O dapivirine já é utilizado para evitar a transmissão da Aids de mãe para filho.
 

Aceitação
As participantes do estudo receberão ainda preservativos e aconselhamentos para evitar a doença. A pesquisa medirá sua capacidade de aceitar e usar o dispostivo.

"Devem estar certos de que o produto pode ser aceito antes de provar sua eficácia porque se as pessoas não gostarem do produto, que interesse tem?", disse à AFP uma porta-voz da IPM, Pamela Norick, durante a conferência "Women Deliver 2010", sobre saúde materna, celebrada em Washington.

Se os testes de segurança e aceitabilidade forem conclusivos, os anéis passarão por uma fase de testes destinada a medir sua eficácia, podendo ser comercializados em 2015, segundo o IPM.

"Os anéis vaginais oferecem perspectivas extraordinárias porque oferecem discrição, eficácia e proteção contínua contra a Aids", destacou a organização em um comunicado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a Aids é a principal causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva, entre 15 e 44 anos.

sábado, 5 de junho de 2010

Cobertura maior dos planos de saúde entra em vigor nesta segunda



Entram em vigor nesta segunda-feira (7) as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar que ampliam o número de exames e procedimentos que os planos de saúde são obrigados a cobrir.

As mudanças devem beneficiar cerca de 44 milhões de brasileiros que contrataram planos de saúde a partir de primeiro de janeiro de 1999.

Entre os 70 novos procedimentos que os planos serão obrigados a cobrir, 16 são da área odontológica, como a colocação de coroas e blocos. Outros 54 são avanços da medicina, como as cirurgias menos traumáticas feitas com auxílio do vídeo, o transplante de medula e exames genéticos e de imagem. O pet scan, que ajuda a visualizar tumores e outras doenças, é um deles. O exame custa cerca de R$ 3,5 mil, valor que muitos planos não cobrem.

Ministério Público quer proibição de agrotóxico já banido em 60 países

O Ministério Público Federal vai ingressar na segunda-feira com uma ação civil pública para proibir o uso do agrotóxico endossulfam no Brasil. O produto, altamente tóxico, já foi banido em 60 países e é considerado pela própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como nocivo à saúde. Mesmo assim, continua sendo usado na lavoura.

As informações são da repórter Lígia Formenti, do jornal "O Estado de S. Paulo".
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil importou 1,84 milhões de quilos de endossulfam em 2008. No ano passado, o número saltou para 2,37 milhões de quilos.

A ação, que será proposta com pedido de liminar, requer a suspensão de informes de avaliação toxicológica do agrotóxico pela Anvisa. Medida que, se concedida, impedirá a comercialização do produto no País. "Não há razão para tanta demora na adoção de ações que garantam o fim do uso do produto no País", argumenta o procurador da República, Carlos Henrique Martins Lima.

A ação pede que a agência não conceda novos informes para produtos que levem o endossulfam, usado principalmente nas plantações de cacau, café, cana-de-açúcar e soja. Em caso de descumprimento, o MP pede fixação de multa diária de R$ 15 mil, revertida para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. O endossulfam está associado ao aparecimento de câncer e a distúrbios hormonais.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Guardar bichos de pelúcia no freezer ajuda a evitar rinite




Três em cada dez brasileiros sofrem com rinite alérgica, e essa estatística cresceu 30% nos últimos 20 anos.


O problema é hereditário. “Se um dos pais for alérgico, há 30% de chance de ter um filho alérgico. Se os dois foram alérgicos, sobe para 60%, 70%”, aponta a alergista Lilian Valle.

Ácaro e poeira são as principais causas de rinite em 80% dos pacientes. Por isso, a casa deve ser muito bem limpa, principalmente, o quarto, porque este é o cômodo onde passamos um terço do nosso dia.

Um colchão de casal chega a acumular dois milhões de ácaros. Uma dica barata para isolar este ácaro é encapar o colchão com plástico. O plástico também pode ser substituído por capas específicas, inclusive nos travesseiros.

Anos de crises alérgicas credenciaram Marcello e Silene a dar dicas do que fazer para evitar o problema. Com eles, deu certo eliminar as cortinas e tapetes de toda a casa, preferir edredom a cobertores, ter um cuidado especial com as roupas.

“Não posso pegar roupas guardadas há muito tempo em gavetas”, diz Marcello.


As roupas, de preferência, devem ser de algodão. A lã deve ser evitada. Na limpeza da casa, não se deve usar produtos com cheiro. A higienização deve ser feita só com água e álcool, usando pano úmido em tudo e todos os dias.

Quanto menos objetos na casa, melhor. Os móveis e o piso devem ser lisos. Deixar as janelas abertas para ventilar bastante também ajuda. Um ou outro bichinho de pelúcia é permitido, desde que sejam lavados com frequência ou colocados no freezer, pois a baixa temperatura mata o ácaro.

“É importante que a família toda colabore. Não adianta o alérgico ficar no quarto dele e não estar bem n sala”, aponta a especialista.

Segundo os médicos, esses cuidados em casa podem resolver oitenta por cento dos casos de rinite. Mas, se nada disso der certo, ainda há outros tratamentos, que incluem sprays nasais, antialérgicos e até vacinas. Tudo isso, contudo, deve ter acompanhamento médico.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Risco de ataque cardíaco pode triplicar durante jogos da Copa

O coração dos brasileiros vai bater forte quando a seleção entrar em campo, daqui a pouco mais de duas semanas. E não é modo de dizer. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Munique no último mundial mostrou que, entre os alemães do sexo masculino, o risco de eventos cardíacos graves, como infartos, pode triplicar.


Foi o que ocorreu em 1994 com o professor universitário Renato Ladeia. Ele tinha 46 anos quando passou mal enquanto Brasil e Itália decidiam a Copa nos pênaltis. "Senti um pouco de pressão no peito, mal-estar, muita angústia. Foi muita ansiedade vendo aquele jogo", conta.

Levado ao hospital enquanto os rojões comemoravam o tetracampeonato, ele foi liberado pelos médicos, mas o infarto veio três meses depois. Com dois stents ("molas" que liberam a passagem do sangue) no coração, Ladeia pretende ficar longe da TV nos jogos da África do Sul. "Sou uma pessoa muito tensa. Nos jogos de futebol eu chuto junto com o jogador."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Limpeza de pele: fácil e rápida para fazer em casa


A pele exige cuidados diários, principalmente a do rosto. Como os homens costumam ter pele mais oleosa que a das mulheres e têm que fazer a barba com freqüência, é preciso ter uma atenção especial para evitar pêlos encravados, excesso de oleosidade e cravos. Para isso, cuidados básicos evitam problemas e deixam a pele em dia: macia e sem irritações.

A esteticista do Red Door Saloon and Spa, de São Paulo, Thaís Trindade, recomenda que diariamente o rosto seja lavado com um sabonete e higienizada com um tônico. "Várias marcas oferecem esses produtos, é só escolher o que mais se adequa a pele", indica.

A grande sacada, que ajuda na hora de fazer a barba, é esfoliar a pele. De acordo com a esteticista, a esfoliação semanal evita o encravamento dos pêlos, promove uma renovação celular, controla a oleosidade e ajuda a prevenir cravos e espinhas.

Mas para isso não é preciso gastar horas em algum salão ou comprar produtos caros. Thaís ensina duas receitas rápidas e fáceis de fazer e usar, que são utilizadas no spa Red Door. Não é preciso gastar mais que cinco minutos. Confira:

Esfoliante de açúcar:
Para fazer o esfoliante misture uma colher de sopa de açúcar cristal com uma de mel. Em seguida passe no rosto com movimentos circulares leves e retire com bastante água em seguida.

Esse esfoliante de açúcar e mel é ideal para peles com muitos cravos, mas não é recomendável para peles sensíveis - pode ocasionar vermelhidão - ou muito oleosas.

Esfoliante de aveia:
Misture duas colheres de sopa de aveia em flocos com duas de mel. Passe em todo o rosto e faça movimentos circulares. Em seguida, retire o esfoliante com água.


O esfoliante de aveia é mais suave e, por isso, indicado para peles mais sensíveis. Além disso, a aveia promove a nutrição da pele.

Depois da esfoliação ou dos cuidados diários, Thaís recomenda o uso de um hidratante com filtro solar. "Como a pele dos homens são mais oleosas, é melhor optar por hidratantes em gel", sugere.
Recomendações
- Faça a esfoliação uma vez por semana com movimentos circulares leves.
- Lave o rosto com sabonete, tônico e use hidratante com filtro solar diariamente, isso evita o ressecamento da pele e facilita o barbear.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Estagiários ganham em média R$ 683 por mês;

veja quais cursos pagam as maiores bolsas

Estagiários brasileiros recebem, em média, R$ 683 por mês, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (4). O levantamento sobre as bolsas-auxílio em 2010 foi feito pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), com 16.328 jovens de diferentes níveis do país, entre 22 de março e 23 de abril. Todos os participantes têm os contratos assinados segundo as regras da nova Lei do Estágio.

valor da bolsa teve uma queda de 3,2% em relação ao ano passado, quando os estagiários ganhavam R$ 705, em média. A redução da jornada diária de oito para até seis horas de trabalho pode explicar a diferença, de acordo com o presidente do Nube, Carlos Henrique Mencaci.

Os estudantes do ensino médio são os mais atingidos. As bolsas ficaram em R$ 385, com redução de 8,5% com relação a 2009. Uma das causas está ligada a um dos artigos da nova lei, que limita a contratação dos jovens desse nível em apenas 20%. De acordo com dados da Associação Brasileira de Estágios, apenas 250 mil do total de secundaristas conseguem estagiar.

As bolsas são um pouco mais altas para os estudantes de nível superior - a média é de R$ 765. O valor, entretanto, é 5% menor em relação ao pago no ano passado. Entre os cursos universitários, os que têm os melhores pagamentos são os de engenharia (R$ 1.022), relações internacionais (R$ 1.008) e economia (R$ 999).

Quem faz um curso tecnológico ganha, em média, R$ 702. Secretariado tem a maior bolsa-auxílio, de R$ 958, seguido de mecânica, com R$ 906.
 
O pagamento para nível médio-técnico cresceu e os salários tiveram aumento de 10,81%, na média, ficando em R$ 517. Construção civil, no topo da lista em 2009, caiu para terceiro lugar, com R$ 620 de salário, dando lugar para o curso de química, com R$ 693 de remuneração, e segurança do trabalho, com R$ 685.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

EUA aprovam vacina contra câncer de próstata.

Tratamento prepara o sistema imunológico para lutar contra os tumores.

O primeiro tratamento contra o câncer de próstata que usa o sistema imunológico para combater a doença recebeu hoje aprovação do governo norte-americano, oferecendo uma importante alternativa para tratamentos mais intensivos como a quimioterapia.
A vacina Provenge, da Dendreon Corp., prepara o sistema imunológico para lutar contra os tumores.
O remédio é chamado de "vacina", embora trate a
doença em vez de preveni-la. Os médicos vêm tentando desenvolver esse tipo de terapia há décadas e a Provenge é a primeira a conseguir a aprovação da a agência que regula alimentos e remédios no país, o FDA. Os médicos esperam que o benefício seja ainda maior se o medicamento for ministrado quando a doença estiver menos avançada.